O café no mundo dos negócios

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“VENDER CAFÉ NÃO É O MEU NEGÓCIO”

Marco Kerkmeester – fonte

Declaração como a do senhor Marco Kerkmeester, pode nos fazer relaxar quanto à qualidade do café ou da função de orientadores de novos consumidores. Lendo o texto na íntegra percebe-se que ele não está sozinho e que existe um sócio preocupado com o aprimoramento dos funcionários e a qualidade do café na xícara.

Padaria é o negócio do café

O café é consumido na rua em sua primazia nas padarias. E padaria é local de pão!

Fica difícil a padaria treinar um funcionário com as habilidades necessárias para servir um bom café. Não vou nem comentar sobre a água e os equipamentos.

A cada nova safra, a busca por um café especial deve ser renovada. (outra dificuldade das padarias – que deveriam ser padarias e não lanchonetes)

Lanchonete é o negócio do café

As empresas de cápsulas que tinham como público-alvo os escritórios e residências, perceberam este novo nicho para colocar suas máquinas.

E as cafeterias?

Trabalham com baristas que se preparam em cursos profissionalizantes e se especializam em cafés especiais. Mas, barista não é professor e cafeteria não é escola…… ou é?!

A empresária Gelma Franco percebeu isto e criou o seu cupping aos sábados. Ensina os clientes perceberem aromas, texturas e sabores dos diferentes cafés ou de um mesmo café em métodos diferentes.

Neste momento, a frase em destaque do início do texto faça mais sentido. Neste momento o negócio do café é informação. Informação para o empreendedor, informação para o cliente, criação de roteiros das cafeterias, criação dos grupos de coffee lovers…

As cafeterias em Goiânia tem um desafio.

Como ensinar um público que valoriza o açúcar até no suco de laranja? ( o que disfarça o sabor quando utilizado no café extra forte = extra, mega torrado).

Gerar valor e despertar desejo a uma bebida da qual a sua fruta tem um excelente rendimento na região centro-oeste, mas que a cultura valoriza o consumo de cerveja em excesso + volante da pick-ups; na minha opinião é um enorme desafio.

As cafeterias ( no meu modo de pensar neste momento) precisam ( diferente de devem) se unir e criar muita presença. Eu explico: quando eu caminhava no Setor Serrinha às 8h nas sextas, o comércio já havia exposto o convite para a cerveja a noite.

Cafeteria é (historicamente) um local para troca de ideias, para reflexões, descobertas, incentivo ao que é nobre para futuras gerações.

Vamos criar campeonatos do drink mais inusitado e o ganhador oferece a receita a todas as cafeterias participantes.

Vamos criar o dia da Koar (exemplo) – neste sábado, todas as cafetrias de Goiânia prepararão seus cafés na Koar, ensiraram a preparar, farão transmissão ao vivo, venderão cafés moido e Koar.

Você faz parte da solução

Digo solução porque existem problemas:

  • consumidores do século XXI ainda consomem cafés com extra torra (não é bom para o estômago);
  • estes são obrigados a usar açúcar e isto “amortece” a língua para percepção de outros sabores (será por isso que os clientes pedem cerveja “trincando” de gelada com limão e sal?);
  • este consumo por um produto de qualidade prejudica toda a cadeia de produção do café transformando um produto nobre do maior produtos mundial em apenas commodities.

Comente sua ideia de solução!

Ps. Quando me referi aos cafés especiais, estava pensando em café arábica. Sabia que existe café especial robusta? ( mas isto é para postagem)

Sobre o autor

Cafezista
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